17 abril 2009

Quanta mudança podemos esperar de Obama?


Artigo de NAOMI KLEIN DO THE NEW YORK TIMES

Há algo de podre na Obamalândia. Não está exatamente claro o que causou a mudança de humor. Talvez seja o cheiro de ranço emanando do último plano de resgate dos bancos do Ministério da Fazenda, ou as notícias de que o conselheiro econômico-chefe do presidente, Larry Summers, ganhou milhões com os mesmos bancos de Wall Street e com os fundos hedge que agora ele está protegendo de uma nova regulamentação. Talvez isso tenha começado antes, com o silêncio de Obama durante o ataque de Israel contra Gaza.


Qualquer que tenha sido a última gota, um número crescente de fãs de Obama está começando a vislumbrar a possibilidade de ele não vai, de fato, salvar o mundo somente porque temos firmes esperanças nisso. Isso é uma coisa boa. Se a cultura de superfanatismo que levou Obama ao poder se transformar em um movimento político independente, suficientemente intenso para produzir programas capazes de lidar com as atuais crises, teremos todos que parar de esperar e começar a exigir.


O primeiro estágio, no entanto, é compreender totalmente o estranho espaço no qual muitos movimentos progressistas dos EUA se encontram. Para fazer isso, precisamos de uma nova linguagem, uma que seja específica do momento de Obama. Este é um começo.


A esperança acabou. Como em uma ressaca, a perda da esperança vem da superindulgência com algo que era bom na época, mas que não era assim tão salutar, o que leva a sentimentos de remorso, e até mesmo de vergonha. É o equivalente político da queda após um pico de energia.


Depoimento: "Quando escutei o discurso econômico de Obama, o meu coração disparou. Mas então, quando tentei contar a um amigo sobre seus planos para as milhões de dispensas de funcionários e de execuções de hipotecas, percebi que não estava dizendo nada com nada. E tive uma séria ressaca como em um porre de esperança".


Uma montanha-russa de esperança. Como uma montanha-russa, esse sentimento descreve os intensos picos e as grandes depressões emocionais da era Obama, a mudança entre a alegria de ter um presidente que apóia a educação sexual e a decepção de saber que a assistência à saúde para segurados individuais está fora da mesa, justamente quando isso poderia realmente se tornar uma realidade. Depoimento: "Fiquei tão encantado quando Obama disse que iria fechar Guantânamo, mas agora eles brigando como loucos para certificarem-se de que os prisioneiros em Bagram não tenham nenhum direito legal. Pare esta montanha-russa de esperanças - quero descer!!".


Saudade da esperança. Como ter saudade de casa, há indivíduos que se sentem intensamente nostálgicos. Eles sentem falta deste sentimento de otimismo da época de campanha e ficam sempre tentando reviver aquele sentimento tão bom de esperança - geralmente por exagerarem na atribuição de significado a atos relativamente secundários ligados à decência de Obama. Depoimentos: "Realmente estava sentindo falta daquele sentimento de esperança depois de saber sobre a escalada da presença no Afeganistão, mas quando assisti a um vídeo no YouTube mostrando o jardim orgânico de Michelle, me senti como se fosse o dia da posse novamente. Algumas horas depois, quando escutei que a administração Obama estava boicotando uma grande conferência sobre racismo na ONU, aquela nostalgia de esperança voltou com força. Então, assisti a alguns slides mostrando Michelle vestindo roupas feitas por designers de moda de várias etnias, e aquilo parece ter me ajudado".


Viciado em esperança. Com o retrocesso da esperança, o viciado na esperança, assim como o viciado em drogas, entra em uma grave síndrome de abstinência, querendo fazer de tudo para ter aquele prazer novamente (muito relacionado à saudade da esperança, mas mais grave, pois geralmente afeta homens de meia idade). Depoimento: "O Joe diz que realmente acredita que Obama deliberadamente trouxe Summers para que ele derrube o pacote econômico e Obama tenha a desculpa perfeita para fazer o que realmente quer: nacionalizar os bancos e transformá-los em sindicatos de crédito. Que viciado em esperança!".


Quebra da esperança. Como o apaixonado de coração partido, o Obamaíta não está louco, mas profundamente triste. Fantasiou que Obama possuía poderes messiânicos e agora está inconsolável em seu desapontamento. Depoimentos: "Realmente acreditei que Obama finalmente nos forçaria a confrontar o legado de escravidão deste país e daria início a um sério diálogo nacional sobre raças. Mas agora ele parece evitar a menção ao tema racial, e está usando argumento legais distorcidos para impedir que nos confrontemos com os crimes da era Bush. Toda vez que escuto ele dizer: 'Vamos seguir adiante', me decepciono novamente".


Rebote da esperança. Como em um efeito chicote, o rebote da esperança é uma reversão de 180 graus de toda a filosofia de Obama. Os sofredores já foram os evangelistas mais fervorosos de Obama. Hoje são seus críticos mais algozes. Depoimento: "Pelo menos com Bush, todos sabiam que ele era um mau-caráter. Atualmente temos as mesmas guerras, as mesmas prisões sem lei, a mesma corrupção em Washington, mas todos estão comemorando como robôs. É hora de rebote total da esperança".


Na tentativa de nomear estes males da esperança, me peguei pensando sobre o que o saudoso Studs Terkel diria dessa perda de esperança coletiva. Ele certamente nos aconselharia a não entrar em desespero. Peguei um de seus últimos livros, Hope dies last (A esperança é a última que morre). Não precisei ler muito. O livro começa com as seguintes palavras: "A esperança nunca ruiu. Ela sempre se elevou". E acho que esta declaração diz tudo. A esperança era um ótimo slogan quando torcíamos pelo candidato à presidência improvável. Mas como uma postura em relação ao presidente da nação mais poderosa da Terra, este é um diferencial perigoso. A tarefa neste momento (como Obama gosta de dizer) não é abandonar a esperança, mas dar a ela um novo endereço - nas fábricas, nos subúrbios e nas escolas, onde táticas como protestos, assentamentos e ocupações ilegais estão ressurgindo.


O cientista político Sam Gindin escreveu recentemente que o movimento trabalhista pode fazer muito mais do que apenas proteger o status quo. Ele pode exigir, por exemplo, que fábricas de automóveis desativadas sejam convertidas em fábricas ecologicamente corretas, capazes de produzir veículos de massa e tecnologia para o sistema de energia renovável.


"Ser realista significa tirar a esperança dos discursos", disse ele, "e colocá-la nas mãos dos trabalhadores". O que nos traz ao final deste léxico.


Raízes da esperança. Depoimento: "É hora de parar de esperar que a esperança chegue de mãos beijadas, e começar a colhê-la das raízes da esperança".


Naomi Klein, colunista do The Nation e The Guardian em Londres, é autora de The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism. Artigo distribuído pelo The New York Times Syndicate.

Texto capturado no site www.terra.com.br

16 abril 2009

Índia - a maior eleição do mundo!



A democracia indiana possui números impressionantes:

A câmara baixa é formada por 543 parlamentares!

Há 714 milhões de eleitores inscritos!

Há 828.804 locais de votação!

Haverá cinco dias de eleição!

Os dados foram capturado do site www.terra.com.br

Chamada de Trabalhos - Seminário "Os Estados Unidos no Mundo Atual"


Organização: Eugênio Diniz (PUC Minas), Cristina Pecequilo (UNESP), Erica Resende (DCP/USP).

Local e Data: PUC-RJ, Rio de Janeiro-RJ, 21 de julho de 2009

Realizar-se-á no Rio de Janeiro, nas dependências da PUC-RJ, no dia 21 de julho de 2009, o Seminário "Os Estados Unidos no Mundo Atual".

O objetivo é reunir cientistas sociais de múltiplas áreas, tradições e interesses para debater e refletir conjuntamente sobre temas e questões referentes a aspectos políticos, econômicos, sociais, culturais e institucionais dos Estados Unidos da América. Serão realizadas 4 sessões de debate sobre temas diversos relacionados aos EUA. Para compor estas mesas, está prevista a seleção de até 16 trabalhos. A organização se reserva o direito de, eventualmente, vir a aumentar esse número.

O evento resultará em duas publicações virtuais: 1 livro e 1 podcast.

Espera-se, com isso, contribuir para a consolidação dos estudos sobre os EUA no Brasil, permitindo o contato entre pesquisadores e a divulgação de seus trabalhos.

Os interessados – mestres, doutorandos ou doutores – devem enviar as propostas em forma de resumo de 15-20 linhas para o e-maileua.mundo.atual@pucminas.br  até o dia 15 de maio de 2009, informando:

    * nome do(s) autor(es);
    * titulação;
    * filiação institucional;
    * e-mail de contato.

A lista dos trabalhos selecionados será divulgada aos autores até 25 de maio de 2009. As versões finais dos trabalhos selecionados deverão ser enviadas impreterivelmente até 25 de junho de 2009O não-atendimento dos prazos será considerado como desistência.

A seu critério, e dependendo da disponibilidade de recursos, a organização do evento poderá pagar algumas passagens aéreas até o Rio de Janeiro (no máximo cinco passagens, sendo que não necessariamente se chegará a esse total). Não haverá pagamento de hospedagem.

O Seminário "Os Estados Unidos no Mundo Atual" conta com o apoio da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília e do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – IRI/PUC-RJ.

Fórum debate Liberdade de Imprensa e Democracia!


O Fórum Liberdade de Imprensa acontecerá no dia 04 de maio, na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), na cidade de São Paulo. O evento, que está em sua segunda edição, tem como objetivo discutir a importância do jornalismo e da comunicação e as ferramentas digitais que colaboram com a liberdade de expressão e a Lei de Imprensa.


Com o tema “Jornalismo, uma indústria pelo pensamento democrático”, o fórum será realizado pela Revista Imprensa em parceria com a Fiesp, Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) e apoio de mídia da TV Globo. Entre os palestrantes já estão confirmados Ricardo Gandour (Grupo Estado), Rosana Hermann (Querido Leitor) e Flávio Cavalcanti Júnior (Associação Brasileira de Rádio e TV).


As inscrições são gratuitas e poderão ser realizadas no site: www.portalimprensa.com.br/forumliberdadedeimprensa

Bolsas de estudo na Espanha - Inscrições abertas


Até 24/4, estão abertas as inscrições para o programa de Bolsas de estudo do Curso de Língua e Cultura Espanhola da Universidade de La Rioja, na Espanha. A iniciativa tem o patrocínio do Santander Universidades e é mais uma ação de apoio à educação superior, como parte da política de sustentabilidade do Banco. 

Em sua quinta edição, o programa tem como objetivo favorecer o aprendizado da língua espanhola e o aperfeiçoamento dos conhecimentos de estudantes graduados em universidades do Brasil, ou com residência fixa no país, com destacado desempenho acadêmico.  As bolsas têm o valor de 2000 mil euros e incluem o custeio total das taxas acadêmicas para o curso trimestral, alojamento em residência universitária e seguro saúde.

Os alunos interessados podem fazer as inscrições no site da Universidad de La Rioja e entregar a documentação necessária em todas as agências do Santander. 
 
Para saber mais sobre a iniciativa, acesse: 
www.santanderuniversidades.com.br  Instituições de Ensino Superior > Bolsas e apoios acadêmicos > Mobilidade internacional > Bolsas da Universidad de La Rioja.
 
Informações fornecidas pelo Banco Santander

15 abril 2009

Qual a causa da instabilidade política da América do Sul?


EM 20 ANOS, 13 PRESIDENTES DA REPÚBLICA NÃO COMPLETAM SEU MANDATO NA AMÉRICA DO SUL!


1. Em sua coluna na Folha de SP deste último sábado, Cesar Maia analisa a situação um tanto paradoxal da democratização na América Do Sul desde o final dos anos 80 e a instabilidade desses mesmos regimes democráticos. Abaixo um resumo do artigo.

 

2. Nos últimos 20 anos, 13 presidentes não completaram o seu período presidencial. O Equador foi o recordista com seis (Bucaram, Rosália, Alarcon, Mauhad, Noboa, Gutierrez). A Argentina com dois (Alfonsín e De La Rua). Brasil com um (Collor). Bolívia com dois (Lozada e Meza). Paraguai com um (Cubas) e Peru com um (Fujimori).

 

3. Regras do jogo foram alteradas no meio dos mandatos para permitir a reeleição: Fujimori, Menem, Fernando Henrique. A partir daí –legitimada pelos exemplos- essa regra foi multiplicada e ampliada, incluindo a convocação de assembleias constituintes em início de mandato, alterando as regras do jogo: reeleição, poder absoluto ao presidente... Aí estão Chávez (Venezuela), Morales (Bolívia) e Correa (Equador). O plebiscito nacional passou a ser regra nestes países, aliás, usual instrumento dos autocratas, como Napoleão, Napoleão III, Hitler, De Gaulle... Na Grã-Bretanha e EUA nunca ocorreram plebiscitos nacionais.

 

4. Recentemente introduziram-se na América do Sul, novidades desestabilizadoras. É o hiperpresidencialismo. Na Venezuela, Bolívia, e Equador, o poder legislativo é simplesmente desconsiderado pelo executivo e tem funcionamento de fachada. A Argentina legalizou esse sistema através de uma superlei delegada, dando ao presidente quase todos os poderes e micromizando o ato de legislar. O Brasil tem situação parecida, com o caso de aluguel de mandatos (mensalão), abuso de medidas provisórias e uma convergência implícita no desgaste do poder legislativo. O processo de democratização da América do Sul, nesse sentido, não se completou. A observância das formalidades tem servido para mudar as instituições, abrindo, onde ocorreu, espaço inevitável a seu questionamento futuro. Chile e Uruguai são exceções.


Capturado no ex-blog do César Maia  (www.cesarmaia.com.br)

14 abril 2009

Quanto custam os legislativos (em milhões de reais)?


1.     Câmara dos Deputados: 3.533
2.     Senado Federal: 2.743
3.     Assembléia Legislativa de Minas Gerais: 830
4.     Assembléia Legislativa de São Paulo: 598
5.     Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro: 477
6.     Câmara Legislativa do Distrito Federal: 365
7.     Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul: 325
8.     Assembléia Legislativa do Paraná: 319
9.     Assembléia Legislativa de Santa Catarina: 287
10. Assembléia Legislativa da Bahia: 261

Dados capturados da revista Exame.

Oligarquias, Maranhões, Sarneys e Gláubers! Comentários sobre Maranhão 66!









"O que tem no Maranhão meus caros é como se diz: o bem feito e o mal feito foi pela mão do Sarney. O Estado é uma construção dele, dos seus aliados, ex-aliados ou dos que sobrevivem as custas de falar mal dele. O que os distingue é falta de competência política para permanecerem por tanto tempo. E se me vierem com o papo batido de Oligarquia eu respondo que cada Estado tem a que merece, a diferença é que em outros lugares ela é chamada de Elite, Classe dominante ou coisa que valha."

Professor Paulo Felipe

"Gláuber é, de fato, um desconstrutor, um pertubardor do cinismo brasileiro. A utilização das imagens da miséria nas cidades e no campo, do abandono dos hospitais, escolas e dos presos contraposta ao discurso edificante do Sarney é uma propaganda da mastercard: não tem preço!. O interessante é quão moderno é a construção do filme: fala versus imagem. Os nossos marqueteiros políticos ainda não chegaram nesse nível de destruição da imagem ou de exposição da falsidade de nossos políticos. O pior é verificar que figuras como Sarney e tipos assemelhados a ele como ACM na Bahia construíram suas carreiras políticas nos anos sessenta com um discurso modernizador, mas o saldo de suas in-governanças tenha sido mais pobreza, miséria e violência em seus estados."

Rogério Madeira

13 abril 2009

O dilema do prisioneiro na prática!


O dilema é um problema clássico da ciência política. A grande questão é: dois indivíduos que desejam maximizar seus benefícios conseguem adotar um comportamento cooperativo?

 

A história abaixo, capturada do wikipédia, ajuda a contextualizar o dilema.

 

Dois suspeitos, A e B, são presos pela polícia. A polícia tem provas insuficientes para os condenar, mas, separando os prisioneiros, oferece a ambos o mesmo acordo: se um dos prisioneiros, confessando, testemunhar contra o outro e esse outro permanecer em silêncio, o que confessou sai livre enquanto o cúmplice silencioso cumpre 10 anos de sentença. Se ambos ficarem em silêncio, a polícia só pode condená-los a 6 meses de cadeia cada um. Se ambos traírem o comparsa, cada um leva 5 anos de cadeia. Cada prisioneiro faz a sua decisão sem saber que decisão o outro vai tomar, e nenhum tem certeza da decisão do outro. A questão que o dilema propõe é: o que vai acontecer? Como o prisioneiro vai reagir?

 

No filme abaixo, um game-show inglês, explora-se o dilema do prisioneiro. As regras são as seguintes:


  1. Cada participante recebe duas bolas (uma com a palavra “split” outra com a palavra “steal”);
  2. Os participantes consultam a bola e combinam entre si a opção que tomarão;
  3. Se ambos os participantes escolherem a palavra split, cada um fica com 50% do prêmio.
  4. Se um participante escolher a palavra split e o outro optar por steal, o segundo leva todo o prêmio;
  5. Se ambos escolherem a palavra steal, ninguém ganha.

 

No caso do programa, os participantes combinaram que escolheriam a palavra split: veja o que aconteceu...  



10 abril 2009

Maranhão 66!



Filme de Gláuber Rocha!

Posse de Sarney como governador do Maranhão em 1966.

Vale a pena assistir!

Bolsas de estudo no Canadá (pós)!


Estão abertas até o dia 22 de maio deste ano as inscrições para o Programa de Intercâmbio para Estudantes de Pós-Graduação do governo canadense, que oferece bolsas de estudo para estudantes brasileiros de mestrado e doutorado. Pelo período de quatro a seis meses, o bolsista realiza seu trabalho em uma universidade pública ou em um instituto de pesquisa afiliado.

O programa prevê bolsas no valor de $ 7.500 dólares canadenses por estudante para um período de quatro meses e de $ 10.000 para um período de cinco a seis meses. O pagamento será realizado diretamente à universidade canadense, que cobrirá as despesas relativas à emissão de visto, passagem aérea, seguro-saúde, livros e equipamentos para pesquisa e uma subvenção de $1.200 dólares canadenses mensais ao estudante para subsistência.

O programa, que está em sua terceira edição, já contemplou estudantes das mais diversas áreas do conhecimento e é aberto a todas as disciplinas. Projetos de pesquisa com teor científico terão prioridade. Durante a estada, os estudantes continuam vinculados às suas universidades de origem no Brasil e responsáveis pelo pagamento das respectivas mensalidades e taxas.

É recomendável que a instituição brasileira à qual o estudante pertence tenha um acordo de intercâmbio de pós-graduação com a instituição canadense. Os interessados no programa devem se informar sobre a existência da parceria. Uma lista de acordos pode ser encontrada no site da Associação de Universidades e Colleges do Canadá: http://oraweb.aucc.ca/showcue.html.

No entanto, projetos de pesquisa decorrentes de colaboração entre professores canadenses e brasileiros que podem levar a uma parceria institucional também serão considerados. Os bolsistas selecionados terão de iniciar sua pesquisa no Canadá até 15 de março de 2010. As candidaturas deverão ser submetidas pela instituição canadense. Maiores detalhes estão disponíveis no site http://www.scholarships.gc.ca.

09 abril 2009

Agenda das próximas eleições para governador do DF!

(Charge representando a Revolta da Vacina, ocorrida em novembro de 1904, contra o projeto sanitário do Dr. Oswaldo Cruz)

Advertência: a crise pode alterar este diagnóstico...

Pesquisa divulga pelo jornal Alô Brasília há duas ou três semanas mostra que o principal problema dos moradores do Distrito Federal é a Saúde (43,2%), seguido de Segurança (16,9%), Desemprego (15%), Transporte (8,75%) e Educação (8,25%).

Ou seja, é provável que o tema Saúde seja o carro chefe das campanhas. Ponto para Agnelo Queiroz, que é médico. 

Sabendo explorar, o pré-candidato do PT tem forte vantagem estratégica! 

Augusto Carvalho, atual secretário da pasta de saúde, parece estar no lugar certo e na hora certa. "Basta" acertar a gestão para que o dep. federal pode sair na frente para uma vaga no senado!

Mais uma história em quadrinhos com Obama!


Depois de aventurar-se com o homem aranha, Obama encarna Conan, o bárbaro!

Basta esclarecer uma coisa: Esse machado é para fatiar banqueiros? 

08 abril 2009

Brasília a caminho de se tornar a capital política mais importante do hemisfério sul (frase do cientista político Murillo de Aragão)!!


Look to Brasilia, Not Beijing

Threats to the global liberal order are usually identified with illiberal states. That's why China, with its repressive domestic regime and its see-no-evil (unless related to the United States) foreign policy attracts so much attention these days.

But a more compelling challenge to the current world order may be emerging from an unlikely trio of countries that boast both impeccable democratic credentials and serious global throw weight. They are India, Brazil and South Africa and their little-noticed experiment in foreign policy coordination since 2003 to promote subtle but potentially far-reaching changes to the international system has the potential to leave fears of a rising China in the dustbin of history.

The quasi-alliance of these three powers has serious implications for the international system, and its major underwriter, the U.S., depending on how the challenge is handled. But an equally important, and quite unintended implication, is the sabotage of China's great power ambitions. By robbing China of its claims to represent developing countries, this new cooperative trio could sideline China from the major debates in international affairs. That may be good news for domestic reform in China, which has long been stunted by the country's great power ambitions.

The origins of the India-Brazil-South Africa Dialogue Forum (IBSA) lie in South Africa's quest for a new allies more consonant with its interests and ideas following the end of apartheid in 1994. The immediate impetus came from Brazilian president Luiz Inácio Lula da Silva, who floated a formal cooperation scheme in early 2003. In June of that year, the foreign ministers of the three countries inaugurated the group in Brasilia, calling for a strengthening of international institutions to address the concerns of developing countries in areas like poverty, the environment and technology. Since then, according to Sarah-Lea John de Sousa of Madrid's FRIDE think tank, the trio has been gaining support as "spokesmen for developing countries at the global level."

IBSA announced its presence by convincing a group of 21 developing countries to block agreement at the World Trade Organization's Cancún summit that year over the issue of rich country agricultural subsidies. It also successfully lobbied for changes to WTO rules covering the production of generic versions of AIDS, malaria and tuberculosis drugs. Yet it quickly moved beyond trade to take stands on issues of international security and institutional reforms. In addition to trade, energy and development projects, IBSA has staked out joint positions on everything from U.N. Security Council reform to the International Criminal Court's prosecution of Sudanese President Omar Hassan Al-Bashir. They have also papered over differences on humanitarian intervention, human rights and nuclear nonproliferation to speak with a common voice. "Though conceived as a dialogue forum, IBSA is rapidly moving into becoming a strategic partnership," wrote Arvind Gupta of India's Institute for Defense Studies and Analyses in a September 2008 report.

China reluctantly joined the Cancún coalition. But since then it has remained on the outside of IBSA, looking in. For three main reasons, it is likely to stay there.

First, China is a U.N. Security Council permanent member which sets it on a collision course with the IBSA aspirations to expand that body to reflect the views of the world's poor countries. Brazil and India are explicit in wanting permanent seats while South Africa, which is barred by its African Union obligations from seeking a permanent seat, nonetheless sought and won a nonpermanent seat for the first time in 2007. China, torn between its rhetoric calling for the democratization of international affairs and the reality that it would be a loser from this process, has decided to steer the self-interested course, to the detriment of its claims to represent the world's vast unwashed.

China is also on the wrong side of IBSA in terms of its views of globalization. The Brasilia Declaration warned that "large parts of the world have not benefited from globalization" and demanded changes to keep more economic and regulatory power in the hands of states. Yet Beijing's leaders see themselves as beneficiaries of globalization and are loathe to embrace left-wing tantrums against "neoliberalism." Critiques of the market are a touchy subject in China, where a neo-Maoist movement is using them to attack the ruling regime. Still, China could soften its views on U.N. Security Council reform and globalization in the interests of developing country solidarity (and its interests in leading that movement).

The third reason it stands outside IBSA is one that it cannot change: It is not a democracy. IBSA members note that they are "vibrant democracies" and Daniel Flemes of Hamburg-based German Institute for Global and Area Studies noted in a 2007 paper that "IBSA's common identity is based on values such as democracy, personal freedoms and human rights." Human rights, civil society, social empowerment and "gender mainstreaming" are central to their moral capital.

Indian newspapers have reported that Iran and Egypt expressed interest in joining the group but were rebuffed, possibly because IBSA leaders are aware how much their group's international legitimacy depends upon its democratic credentials. The most logical candidate for admission, if the group expands, is Indonesia, another poor, populous and democratic country. Coupled with a Japan that is renewing its role in international affairs, this would also rob China of claims to represent Asia.

Democracy is not just about IBSA's membership requirements; it bears on the very purposes of IBSA. IBSA is not a security alliance -- Brazil and South Africa, after all, are harsh critics of India's nuclear program. What it is, rather, is an alliance that seeks to use democratic ideals to effectively reshape the U.N. and other international institutions to serve poor countries better. In a strange way, IBSA is a community of democracies from hell -- a group of countries with impeccable democratic credentials who are using that common identity to challenge rather than advance U.S. interests. International relations scholars call this "soft balancing" because rather than confronting the U.S., they are simply trying to restrain and reorient it. The reason this may work is that, as democracies, these countries have the moral stature in the international system to achieve those goals. Indian and Brazilian diplomats in particular, already among the world's best, can advance the IBSA agenda because they share common ideals.

Where does that leave China? Probably wondering why yet another century mooted to be its century has passed it by. That may be good news for domestic reformers in China who can point to democracy as a precondition for international respectability. IBSA leaders are due to meet again in Brazil in October. Those tracking shifts in world affairs should cancel their trips to Beijing and make arrangements to be in Brazil.

Mr. Gilley is assistant professor of political science in the Mark O. Hatfield School of Government at Portland State University and co-editor with Larry Diamond of "Political Change in China: Comparisons With Taiwan" (Lynne Rienner, 2008).


Artigo publicado no Wall Street Journal (www.wsj.com)

07 abril 2009

Seminário Internacional! Chamada de trabalhos!


SEMINÁRIO INTERNACIONAL

“A TEORIA POLÍTICA DE ROSA LUXEMBURGO”

Natal, 17 a 20 de junho de 2009


Com este seminário busca-se resgatar a importante contribuição de Rosa Luxemburgo no campo da teoria política a 90 anos de seu assassinato. Propõe-se abrir um espaço para a discussão dos principais conceitos desenvolvidos pela revolucionária polonesa, que possibilite uma maior difusão de sua obra entre alunos da graduação, alunos da pós-graduação, professores, pesquisadores, militantes sociais e público em geral.


Participarão no Seminário como convidados:

      

Michael Löwy (École de Haute Etudes em Sciences Sociales)

Isabel Loureiro (Fundação Rosa Luxemburgo)

Atílio Boron (Universidad de Buenos Aires)

Eleni Varikas (Université Paris VIII)


Cronograma


30/04/2009 – Data limite para o envio de resumos (1.300 caracteres incluindo espaços)

07/06/2009 – Data limite para o envio dos trabalhos (50.000 caracteres incluindo espaços)

17 a 20/06/2009 – Realização do Seminário


Maiores informações e envio dos resumos e trabalhos:


Prof. Gabriel E. Vitullo – gvitullo@hotmail.com


Organização:

 

Departamento de Ciências Sociais e Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais

Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

06 abril 2009

Obama estuda pacote de ajuda ao flamengo! (rs!)


Pode vir, Obama! Será muito bem vindo!

(foto do site www.globo.com)

04 abril 2009

Para quem não viu... o ponto alto da política externa brasileira!



Nunca antes da história desse país..... tivemos um presidente tão boa pinta!

Capturado da globonews!

Desenvolvendo a ciência política brasileira!



É com satisfação que convidamos você para o I Fórum Brasileiro de Pós-graduação em Ciência Política, que será realizado na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, nos dias 21, 22 e 23 de outubro de 2009. O tema central do evento é “Ciência Política e seus desafios metodológicos”.

Este Fórum é uma iniciativa de estudantes interessados na promoção da Ciência Política no Brasil. Através do evento, busca-se criar um espaço institucionalizado para o debate de projetos de pesquisa entre pós-graduandos, além de promover a interlocução entre diferentes Programas e contribuir para o aperfeiçoamento da produção em Ciência Política no país.

O Fórum está estruturado em Grupos de Trabalho temáticos.

Consulte o site do evento: www.cienciapolitica.org.br/forum

01 abril 2009

A crise, a aprovação do gov. Lula e as eleições de 2010!



Entrevista concedida à TV Record sobre os números do presidente Lula e as eleições de 2010. 
Meu chute: a margem de segurança para a reeleição da Dilma é um índice de aprovação do governo entre 50 e 55%. Menos que isso, a oposição se torna favorita.