30 abril 2009

Balanço sobre o século americano!

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Andrew J. Bacevich, é professor do departamento de Relações Internacionais da Boston University e trabalha política externa dos Estados Unidos. Nessa entrevista, ele faz um balanço do "século americano", em um impressionante exercício de reconhecimento de erros cometidos pelo seu país, especialmente por introduzir caráter excessivamente bélico às sua política externa. 

Seguem alguns de seus livros: American Empire: The Realities and Consequences of US Diplomacy (2002), The New American Militarism: How Americans are Seduced by War (2005) e The Limits of Power: The End of American Exceptionalism (2008). 

Algumas informações são do Wikipedia. 

É preciso “problematizar” o Brasil! (tema: relações de trabalho)

Tenho dito que o país precisa de pessoas pense as grandes questões do nosso tempo. Em grande medida, o ministro Mangabeira Unger tem desempenhado esse papel. Por isso, vale a pena acompanhar seu trabalho!

O ministro da Secretaria Nacional de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, acha que é possível, ainda este ano, regular melhor o princípio constitucional que rege a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados (PLR) das empresas. ÅURs vésperas das comemorações do Dia do Trabalho, Mangabeira destacou que vem conversando com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sobre esta e outras alterações nas relações entre capital e trabalho no Brasil.

"Não podemos apostar em trabalhadores mal remunerados e desqualificado como a base produtiva do Brasil", afirmou ontem Mangabeira, em evento organizado pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), realizado na capital paulista.

Há três principais pontos a serem tratados em relação ao ambiente trabalhista no País, destacou o ministro. O mais importante é a desoneração da folha de pagamentos. Entretanto, ele ressalva que "este é o ponto mais complicado, e talvez não seja o primeiro a ser resolvido, pois envolve as reformas tributária e trabalhista".

O segundo ponto é a formação de um corpo de regras para regularizar a participação dos trabalhadores terceirizados e temporários na economia formal. "Estes trabalhadores estão precarizados, e temos que incluí-los de maneira mais regular na economia".

A terceira questão, considerada pelo ministro como a mais "fácil" de ser resolvida, é a que envolve maior participação dos trabalhadores nos resultados das empresas. Esta ação é importante, segundo Mangabeira, pois atua em três frentes simultaneamente, aumentando a parceria entre trabalhadores e empresas; diminui desigualdades salariais e aumenta a motivação dos trabalhadores em beneficiar a produtividade. "Mas com isso não queremos transformar salário permanente em renda variável", avisou o ministro.

Esta medida prevê um maior acesso dos sindicatos às contas das empresas. Entretanto, Mangabeira ressalta que as centrais sindicais devem avaliar uma "questão de consciência" ao participarem mais ativamente das relações entre capital e trabalho no País. "As centrais devem decidir se vão continuar defendendo os interesses legítimos de seus associados, ou se vão falar pela maioria não incluída também", argumentou.

Para Ricardo Patah, presidente da UGT, as medidas propostas pelo ministro são positivas, e fazem coro a uma série de reivindicações dos sindicatos. "Tem que prever alguma sanção para empresas que não negociação participação nos lucros e resultados. A lei hoje não prevê nenhuma pena para a ausência de negociação, e assim não funciona", concluiu.

(Reportagem da Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 6)(Bruno De Vizia)

Reforma política em pauta!

29 abril 2009

Notícias da Associação Internacional de Ciência Política (IPSA)!


Philippe C. Schmitter Receives the 2009 Johan Skytte Prize

  

The 2009 Johan Skytte Prize in political science has been  awarded to Philippe C. Schmitter, professorial fellow and emeritus professor at the European University Institute (EUI) in Firenze, Italy. Professor Schmitter receives the prize for his ground-breaking work on the role of corporatism in modern democracies, and for his stimulating and innovative analysis of democratization.

In this context, prof. Schmitters’ extensive and in-depth work on regional integration in Latin America and Western Europe should be mentioned. Philippe C. Schmitter is a true comparativist, and for decades he has contributed to the advancement of political science. Thanks to his work on interest intermediation and its organization and function in modern democracies, as well as his re-discovery of corporatist state-society interaction, prof. Schmitter a leading authority on the concept of corporatism. Philippe C. Schmitter has also inspired new generations of young political scientists by serving as a professor and mentor at The University of Chicago and at Stanford and EUI. He received his PhD from UC Berkeley.


Para saber mais: o prof. Schmitter leciona no Instituto Europeu (Florença) e já esteve muitas vezes no Brasil. É bastante ensinado nos cursos introdutórios ("a função da política é resolver os conflitos de forma pacífica..."). Na página pessoal do professor (http://www.iue.it/SPS/People/Faculty/CurrentProfessors/Philippe_C_Schmitter.shtml) podem ser encontrados diversos textos de sua autoria.

           

O prêmio Johan Skytte é oferecido pelo fundação de mesmo nome localizada na universidade de Uppsala (Suécia) para estimular contribuições na área de teoria política, administração pública, política comparada e relações internacionais. O site que explica o caráter do prêmio éhttp://skytteprize.statsvet.uu.se/ .

28 abril 2009

Eleições no Equador! Vitória de Corrêa!


Primeiro governo de Correa foi marcado por discurso de "refundação" e tensão com Odebrecht

 

Fabiana Uchinaka e Thiago Scarelli do UOL Notícias em São Paulo

           

           

Atual presidente equatoriano, Rafael Correa é favorito para ganhar as eleições que serão realizadas neste domingo. Para analistas ouvidos pelo UOL Notícias, Correa concorre beneficiado pela popularidade de seu discurso de "refundação" e defesa da soberania do país, após dois anos de governo com uma política externa marcada por tensões diplomáticas com Brasil e Colômbia.

 

"Correa é um dos primeiros presidentes na história recente do Equador a conseguir completar um mandato. Antes dele, vários presidentes foram depostos por protestos populares", explica o cientista político Leonardo Barreto, professor da Universidade de Brasília.

 

Para o analista, os atuais 60% de popularidade de Correa - cuja aprovação nunca esteve abaixo dos 50% - se deve à "capacidade de canalizar a insatisfação da população com o Estado e com os serviços prestados e transformá-la em um discurso de ruptura e de refundação do país".

 

"Disso surge um movimento para aprovação de uma nova Constituição e ele se torna o grande almirante desse processo", continua Barreto, citando a nova Carta Magna do Equador, principal bandeira de Correa, aprovada no final do ano passado. "Então, quando você coloca o Correa competindo com outros adversários, não é só uma simples troca de poder. É a refundação do país contra as outras propostas. Fica desproporcional, e Correa obtém essa vantagem."

 

Wladimir Sierra Freire, diretor da Escola de Sociologia e Ciências Políticas da Pontifícia Universidade Católica do Equador, também destaca o sucesso do atual presidente ao aprovar a reforma constitucional, e acrescenta que "seu governo se caracterizou pelo trabalho de reforçar o Estado equatoriano".

 

Nesse sentido, o analista equatoriano afirma que a maior expectativa em relação ao possível segundo mandato de Correa é de "que a Constituição, que foi aprovada com forte apoio popular, se torne uma realidade, seja colocada em prática". Tal materialização significa, segundo Sierra Freire, "fomento à pequena indústria e à pequena produção agrícola, com apoio ao mercado interno, e seguir reforçando o Estado".

 

Já para o analista brasileiro, o impacto na vida do cidadão deverá medir o sucesso da política de Correa. "O Equador já superou a grande crise institucional. Agora as reformas e a nova Constituição serão testadas. O resultado material que isso trouxer para a vida das pessoas é que vai definir o futuro das reformas do Correa. Se o momento de prosperidade econômica continuar no Equador, Correa tem grandes chances de conseguir consolidar sua posição e suas reformas. Mas se o momento de crise for sério e o preço do petróleo cair, aí o mais provável que o (possível) segundo mandato termine em crise, porque carisma tem limite."

 

Personalismo

A oposição a Correa no Equador acusa o presidente de fazer discursos populistas e de utilizar a máquina estatal em benefício próprio, denunciando, inclusive, medo de fraudes nas votações deste domingo.

 

"O Correa faz parte dessa geração de políticos neopopulistas, como a gente costuma dizer, junto com Hugo Chávez, Evo Morales e Nestor Kirchner", explica o professor Leonardo Barreto. "O problema do líder de esquerda é quando ele passa por cima de partido, Congresso e demais instituições representativas para chegar à população. O populista mexe nas instituições para chegar às massas. E isso é ruim."

 

No entanto, Barreto vê diferenças entre o presidente do Equador e seus aliados, Chávez e Morales. "O ponto forte, no caso do Equador, é que o Correa é mais inteligente e tenta implantar uma institucionalização e, ao contrário da Venezuela e da Bolívia, não houve uma pressão muito forte para que a nova Constituição fosse aprovada. Houve um consenso."

 

Já o analista equatoriano avalia que o personalismo de Correa não significa ameaça à legalidade. "Houve abusos no uso da máquina pública, alguns excessos por parte do governo, mas não há desrespeito pela democracia", afirma Sierra Freire. "O governo vai perder a prefeitura de Guayaquil [nas eleições deste domingo] para a oligarquia burguesa, e não se pode pensar que o governo tentará fraudar os resultados. Guayaquil é a cidade mais populosa do país, mais forte economicamente, é um centro político importante, e os resultados serão respeitados."

 

A questão com a Odebrecht entra no contexto geral de retomada da presença do Estado, com revisão dos contratos das empresas estrangeiras, e a Odebrecht não foi a única

Wladimir Sierra Freire, diretor da Escola de Sociologia e Ciências Políticas da Pontifícia Universidade Católica do Equador

Caso Odebrecht

Nas relações com o Brasil, o governo de Correa foi marcado por críticas às obras realizadas pela empresa Odebrecht no Equador - especialmente em relação à Hidrelétrica de San Francisco, cujas operações foram suspensas por falhas estruturais entre junho e outubro de 2008, um ano após ter sido entregue pela construtora brasileira. Quito afirma ter encontrado indícios de irregularidades na obra e, em função disso, expulsou a empresa do país no final do ano passado.

 

O mesmo caso acabou envolvendo o banco brasileiro BNDES, financiador da hidrelétrica em questão. Ao denunciar falhas na obra, o Equador também recorreu à Câmara de Comércio Internacional (CCI) para analisar a possibilidade de suspender o pagamento da dívida relacionada. Em resposta, Brasil chegou a chamar seu embaixador em Quito para consultas, em sinal de desagrado.

 

O atual presidente, Rafael Correa, chega às eleições com aprovação interna de 60%, após dois anos de governo marcados pela ênfase na força do Estado e defesa da integração latino-americana. 
Economista formado nos EUA, o atual mandatário lidera o que chama de refundação do país, cujas bases legais foram assentadas pela nova Constituição, aprovada no final do ano passado. 
A oposição qualifica Correa como totalitário e denuncia abusos da máquina estatal

           

A respeito desta questão, os analistas concordam que não se trata de suposta perseguição contra uma empresa brasileira, mas uma iniciativa que deve ser vista dentro do conjunto de políticas de Correa que buscam demonstrar a soberania do Estado equatoriano.

 

"A questão com a Odebrecht entra no contexto geral de retomada da presença do Estado, com revisão dos contratos das empresas estrangeiras, e a Odebrecht não foi a única. Essa revisão foi feita no sentido de aumentar a participação estatal nos lucros e tornar a vigilância mais estrita, inclusive nas questões ambientais", relata o professor Sierra Freire.

 

Para Leonardo Barreto, o caso Odebrecht tem principalmente um significado simbólico para o governo de Rafael Correa.

 

"A questão é que o Brasil está se tornando uma grande referência para o continente, seja negativa ou positiva. Em determinados momentos, o Brasil é visto como imperialista e o Correa tem jogado com isso", analisa o cientista político brasileiro. "Quando Correa se opõe às empresas brasileiras, ele é visto como o corajoso, o ético, o desafiador de um país gigante como o Brasil. Não existe um problema ou uma questão histórica do Equador contra o Brasil, é uma questão eleitoral."

 

Na prática, o Equador, que não suspendeu os pagamentos das parcelas da dívida, argumenta que está aguardando a posição da Câmara de Comércio Internacional. Enquanto isso, os presidentes Correa e Lula já afirmaram que as relações bilaterais não devem ser afetadas por este caso.

 

Em 2008, a balança bilateral entre Equador e Brasil fechou com US$ 850 mil (aproximadamente R$ 1,86 milhão) de saldo para os brasileiros, que importam principalmente atum e doces industrializados, e exportam aparelhos celulares e maquinaria, segundo dados do Banco Central do Equador.

 

O Correa faz parte dessa geração de políticos neopopulistas, como a gente costuma dizer, junto com Hugo Chávez, Evo Morales e Nestor Kirchner. O problema do líder de esquerda é quando ele passa por cima de partido, Congresso e demais instituições representativas para chegar à população

Leonardo Barreto, cientista político e professor da Universidade de Brasília

 

Impasse com a Colômbia

Outra questão internacional pendente para o Equador é o gelo diplomático com a vizinha Colômbia, que já dura mais de um ano. A tensão foi desencadeada por um ataque do Exército colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que se encontrava em território equatoriano no dia 1º de março em 2008.

 

A iniciativa militar do presidente colombiano, Álvaro Uribe, foi considerada por Correa como uma violação à soberania do Equador; em resposta, a Colômbia acusou o vizinho de apoiar a guerrilha. Dois dias depois, Quito rompeu relações com Bogotá.

 

"É uma situação muito difícil", analisa Barreto. "Existe uma dificuldade de diálogo muito grande entre Correa e Uribe, a invasão criou um desconforto gigante, deu muita munição para o Correa capitalizar voto, mas não passa disso, porque a Colômbia é a maior potência militar da América do Sul, rivalizando com o Brasil, e ninguém é louco de enfrentar a Colômbia dentro de um conflito armado."

 

Os dois governos ensaiam passos para a reaproximação, mas cada qual reitera seu direito à soberania e à defesa nacional. A crise diplomática, no entanto, não repercute em outras áreas, como explica o professor equatoriano Sierra Freire: "No nível político existe ainda um impasse, as relações estão paradas. Mas no nível econômico e social, as relações estão normais, as atividades comerciais, os intercâmbios culturais, as relações sociais". A Colômbia responde hoje por quase 5% das exportações e 10% das importações feitas pelo Equador.

27 abril 2009

Os três cuidados da investigação científica!


Artigo publicado em El País (17/04). Jorge Wagensberg, diretor da Área de Ciência da Fundación La Caixa. Trechos.


1. Observar é buscar diferenças entre coisas similares. Compreender é encontrar semelhanças entre coisas diferentes. A ciência avança balanceando sem cessar entre observação e compreensão. A ciência se aproxima da arte afrouxando os parafusos do método científico. A arte à ciência, apertando-os. A ciência começa com a compreensão do mundo e acaba narrando histórias. A literatura começa narrando histórias, mas sempre olhando alguma compreensão da realidade. A ciência é a forma de conhecimento que mais se protege contra a ideologia e as crenças de seus criadores. A literatura envolve e transmite crenças, ideologias ou meras intuições.


2. O cientista, para lograr esta higiene ideológica, se impõe uma drástica cirurgia em três atos. O primeiro e mais doloroso consiste em expulsar o "Eu" de seus conteúdos. No segundo ato, decanta todo o presumivelmente supérfluo. E o terceiro ato consiste na perseguição implacável do erro. Paradoxalmente cada um destes três sacrifícios esconde um gozo intelectual. Separar o "Eu" da realidade é o prazer da conversação entre a mente e seu mundo exterior. Decantar o supérfluo produz o mais intenso dos gozos intelectuais, aquele que vem com toda nova compreensão ou com toda nova intuição. E a perseguição de contradições, arranca nada menos que o processo cognitivo inteiro.


3. Mas o cientista não publica tais gozos intelectuais. Na literatura, curiosamente, se invertem os termos. Se há algo prioritário procurado por um escritor quando escreve, ou por um leitor quando lê, é, justamente, alguma classe de gozo intelectual. Quiçá esteja aqui a chave de uma fecundação mútua entre ciência e literatura. A ciência se aproxima da literatura afrouxando os parafusos do método científico e a literatura à ciência, apertando-os. Delicadamente.


Texto retirado do ex-blog do César Maia (www.cesarmaia.com.br)

23 abril 2009

Bolsas de Estudo para Aperfeiçoamento Profissional nos Estados Unidos – Programa Hubert H. Humphrey!


inscrições até 15 de  junho de 2009


O Programa oferece bolsas de estudos nos Estados Unidos para profissionais brasileiros do setor público e do terceiro setor (ONGs) em meio de carreira, preferencialmente empreendedores sociais, com comprovado potencial de liderança e atuantes nas áreas de:

• Desenvolvimento e Economia Agrícola;
• Direito (com foco em Direitos Humanos);
• Drogas (Educação, Prevenção e Tratamento);
• Manejo de Recursos Naturais e Meio Ambiente;
• Planejamento Urbano e Regional (com foco em habitação popular);
• Políticas e Administração de Saúde Pública;
• Política e Administração de Tecnologia (com foco em inovação);
• Políticas e Planejamento Educacional (democratização, acesso e equidade do ensino superior);
• Tráfico de pessoas (políticas de prevenção).

Durante os onze meses de bolsa nos EUA os participantes terão oportunidade de ampliar e adquirir experiências profissionais relacionadas às suas áreas de trabalho, numa combinação acadêmica e profissional. As candidaturas serão avaliadas pelo Comitê de Seleção no Brasil, que indicará os candidatos brasileiros ao Comitê Internacional, responsável pela seleção final em nível mundial.

Terão prioridade candidatos:

• Provenientes de setores subrepresentados, por razões socioeconômicas, em programas internacionais de aprimoramento educacional e profissional;
• Talentosos, com capacidade de liderança, que queiram aprimorar seus conhecimentos em sua área de atuação;  
• Com vinculação profissional com o setor público ou, preferencialmente com o terceiro setor (ONGs);
• Com experiência em trabalho ou atividades relacionadas ao desenvolvimento de sua comunidade, grupo social, região ou do País;
• Sem experiência educacional ou profissional no exterior. 

 

Informações:  www.fulbright.org.br

22 abril 2009

Hoje tem eleições presidenciais na África do Sul!


Realizam-se hoje eleição presidencial e parlamentar na África do Sul. Esta é a 4a. eleição livre do país, desde o restabelecimento da democracia, há 15 anos.

O partido favorito é o mesmo de Nelson Mandela (Congresso Nacional Africano), com 64% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas. 

O Congresso Nacional Africano está no poder desde 1994. Outros principais partidos são o COPE (Congresso do Povo) e a DA (Ação Democrática). 

A África do Sul possui 23 milhões de eleitores e seu parlamento conta com 400 cadeiras. 

Parabéns aos sul-africanos!

Unesco lança biblioteca digital mundial!


A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançou nesta terça-feira a Biblioteca Digital Mundial, que permitirá consultar gratuitamente pela internet o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais de inúmeros países, entre eles o Brasil.

Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da Unesco (www.wdl.org).

A nova biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.

Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século XI, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.

Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século XVIII, que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito.

Até o momento, o documento mais antigo da Biblioteca Digital da Unesco é uma pintura de 8 mil anos com imagens de antílopes ensanguentados, que se encontra na África do Sul.

A Biblioteca Nacional do Brasil é uma das instituições que contribuíram com auxílio técnico e fornecimento de conteúdo ao novo site da Unesco. O projeto contou com a colaboração de 32 instituições, de países como China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, México, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Uganda, Israel e Japão.

O lançamento do site será acompanhado de uma campanha para conseguir aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano. "As instituições continuam proprietárias de seu conteúdo cultural. O fato de ele estar no site da Unesco não impede que seja proposto também a outras bibliotecas", explicou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto.

A idéia de uma biblioteca digital mundial gratuita foi apresentada à Unesco pelo diretor da biblioteca do Congresso americano, James Billington, ex-professor da Universidade de Harvard. Ele dirige a instituição cultural do congresso americano desde 1987 e diz ter aproveitado o retorno dos Estados Unidos à Unesco, em 2003, após 20 anos de ausência, para promover a idéia da biblioteca digital.

Notícia capturada no site www.terra.com.br

21 abril 2009

A confiança de JK!

Brasília, cidade filha e mãe!

Brasília é gente!

Brasília é política, arquitetura, modernismo, jardim, maquete e céu.

Brasília é cerrado, lama, poeira, seca e chuva.

Brasília é eixo, w3, praça, satélite, condomínio e parque.

Brasília é nordeste, sul, norte, sudeste e Goiás.

Brasília é sonho, delírio, realidade e fantasia.


Mas, acima de tudo, Brasília é gente...


Brasília é a grandeza de JK, a originalidade dos arquitetos e a força de Bernardo Sayão.  

Brasília foi o horizonte dos meus avós e de quantas outras pessoas que encontraram, aqui, as chances que lhes foram negadas em outros lugares.

Brasília foi o coreto onde meus pais se encontraram, vindo de lugares tão distantes e diferentes...

Brasília é a materialização da vontade de um povo que, quando acredita, pode fazer tudo. Ela é a coragem e a entrega dos candangos. Ela é suor, sangue e lágrimas.

Brasília é filha de um sonho e mãe de tantos outros.


Parabéns, cidade nossa!

Viva Brasília!







Aprendendo na prática!

20 abril 2009

Movimentos da política argentina!


Volta de Néstor Kirchner à política argentina enfrenta dificuldades (publicado no jornal El País).

Soledad Gallego-Díaz

Em Buenos Aires


A volta de Néstor Kirchner à primeira fila da política argentina (dos bastidores ele nunca saiu) ameaça ser mais complicada do que se previa. O ex-presidente decidiu se apresentar como cabeça de chapa na província de Buenos Aires para as eleições legislativas do próximo 28 de junho, mas quer que o acompanhe como número 2 o atual governador da província, Daniel Scioli, um peso-pesado do peronismo governista que manipula os recursos da maior é mais populosa região do país. 

O problema é que Scioli nunca tomaria posse de seu lugar no Parlamento nacional nem abandonaria seu importante cargo atual. São democráticas as "candidaturas testemunhais" que Kirchner tenta promover com governadores e prefeitos que "emprestariam" seus nomes e cargos proeminentes, mas que depois das eleições renunciariam aos cargos e ficariam tranquilamente em seus trabalhos atuais?

A polêmica faz furor entre políticos, constitucionalistas e jornalistas da Argentina e já endureceu a normalmente tensa vida política do país. Uma amostra clara dessa tensão foi dada na semana semana pelo vice-presidente do governo, Julio Cobos, que se tornou inimigo há meses da presidente Cristina Fernández de Kirchner e o ministro da Justiça, Aníbal Fernández, grande aliado dos Kirchner. Cobos qualificou a ideia das candidaturas testemunhais como "aberração institucional", e o ministro não se incomodou o mínimo em manter as formalidades: "Cobos é um sem-vergonha", replicou instantaneamente.

Daniel Scioli ainda não confirmou sua candidatura, mas está claro que sua inclusão seria uma jogada muito boa para Kirchner porque o ajudaria a se distanciar de seus seguidores. Uma das características mais curiosas da política argentina é a facilidade com que mulheres, irmãos e outros parentes dos políticos entram para as listas eleitorais, os governos ou os órgãos dependentes destes, conforme a ocasião.

No entorno de Scioli, por exemplo, deixa-se entender que o governador poderia "oferecer" seu irmão José para acompanhar Néstor Kirchner no caso de que, afinal, creia que sua candidatura testemunhal possa prejudicá-lo.

Por enquanto, a oposição se concentra na difícil batalha para arrebatar a maioria de Kirchner no chamado "conurbano" de Buenos Aires, o cinturão de pobres povoados em que os Kirchner confiam para juntar os lugares que lhe permitam proclamar vitória. A principal vantagem de Kirchner é a tradicional desunião da oposição. Nesse caso, porém, se obteve um acordo entre duas famílias de peronistas dissidentes, encabeçadas por Francisco de Narváez y Felipe Solá, com o apoio instável do prefeito da capital, Mauricio Macri.

A lista de oposição será encabeçada por Narváez, um empresário milionário que já começou a campanha por conta própria com cartazes e anúncios na televisão pagos do próprio bolso, nos quais denuncia a crescente insegurança que sofrem os portenhos. Os problemas de falta de polícia (ou a polícia corrupta) afetam profundamente os bairros mais pobres do conurbano, onde a delinquência aumentou notadamente. Narváez acredita que essa onda desesperadora de insegurança que sofrem esses bairros, somada ao medo da epidemia de dengue, que as autoridades da província não foram capazes de evitar, podem debilitar o formidável aparelho controlado por Scioli e Kirchner.

Narváez conta como número 2 com Felipe Solá, um importante peronista dissidente com uma longa carreira no justicialismo, que aceitou ser o segundo porque espera reverter essa ordem nas presidenciais de 2011, das quais Narváez, nascido na Colômbia, não poderá participar. Um bom resultado dessa candidatura, somada à oposição tradicional dos radicais, poderia fazer cambalear a vitória de Kirchner e comprometer o futuro político do casal presidencial.

A batalha de Buenos Aires é jogada como uma espécie de tudo ou nada, na qual Néstor Kirchner pretende introduzir o máximo de tensão possível. Embora a presidente não tenha dito nada a respeito até agora, em seu entorno são frequentes as alusões a que uma derrota nas eleições de junho poderia levar Cristina Kirchner a considerar uma demissão. A perda das eleições dificultaria extraordinariamente seu mandato, tendo de negociar dia a dia maiorias parlamentares, mas mesmo assim é difícil crer que esteja disposta a abandonar o cargo sem lutar, quando falta realmente muito tempo para completar seu mandato presidencial.

Julio Cobos, que continua sendo muito popular, acertou sua volta à União Cívica Radical (UCR), da qual foi expulso quando aceitou participar da chapa de Kirchner, e se prepara com contatos de vários lados caso a conhecida tenacidade de Néstor Kirchner lhe conceda a oportunidade de sua vida.

 

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves, para o site UOL.

A crise internacional e a racionalidade do eleitor brasileiro!


Artigo publicado no jornal Metropole S/A no dia 17/04. Para acessar o jornal, basta clicar no título do post.


Tornou-se lugar comum dizer que o eleitor brasileiro não age racionalmente, que é impulsivo, suscetível à propaganda, passional, excessivamente descuidado ou crédulo demais. Nada mais falso. Pura manifestação do nosso complexo de vira-latas. Somos racionais como qualquer povo do mundo e a crise internacional nos ajuda a entender isso.


A prova da racionalidade é a variação dos indicadores de aprovação do governo Lula. Enquanto estava tudo bem, com níveis crescentes de emprego (seis anos seguidos!), renda, consumo e crédito, a avaliação do presidente permaneceu nas alturas, ultrapassando a casa dos 80%. Na medida em que os indicadores pioraram, a intensidade do apoio popular diminuiu.


Segundo relatório da pesquisa CNT/Sensus, a avaliação positiva do governo  registrou, em março, 62,4% (contra 72,5% de janeiro). A aprovação pessoal de Lula situa-se em 76,2% (contra 84% registrado em janeiro). Daí podemos concluir que: (i) aumentou a insegurança da população em relação ao futuro; (ii) Lula ainda mantém uma popularidade enorme e possui boas condições de apoio para tomar medidas contra a crise; (iii) as pessoas gostam mais da figura do presidente do que do seu governo, constatando seu grande carisma pessoal.


O maior problema trazido pela crise é a ameaça do desemprego. No entanto, o fator que contamina diretamente a avaliação do governo é a restrição do crédito, esse sim, grande responsável pela sensação de bem estar recente que estávamos vivendo. Por isso, todas as medidas do governo foram direcionadas para a manutenção do volume de dinheiro disponível para empréstimos. Além de mover a economia, ajuda a manter os níveis de satisfação e apoio político em bons patamares.


No entanto, como todos os esforços do governo, por que sua aprovação caiu? Porque a população não julga apenas o momento atual. Mas mede a confiança depositada no futuro. A crise deve se prolongar e não há muita coisa que se possa fazer. A retração experimentada atingiu principalmente o setor exportador e, nesse caso, nos resta esperar pela melhora dos mercados internacionais. Dessa forma, o tempo que o mundo levar para se reerguer pesará contra a popularidade do presidente.


A crise internacional é o maior evento político da década, pois deixou o governo vulnerável e abriu uma janela de oportunidade para a oposição. As chances do PT e do PSDB de vencerem as eleições presidenciais de 2010 dependem diretamente do que vai acontecer daqui para frente na economia.


A equação é simples. Em 2010 os eleitores serão convidados a olhar para suas vidas. Ela melhorou ou não? Quem parece oferecer o melhor caminho nos próximos quatro anos? Continuidade ou mudança? Dilma Rousseff fará de tudo para que o governo chegue em outubro do ano que vem com 55% de aprovação. Este é o limite mínimo para uma reeleição tranqüila. Menos que isso, o cenário torna-se favorável à oposição. 

Pesquisa sobre evasão escolar no Brasil!


A Fundação Getulio Vargas e o Ibope acabam de jogar mais luz sobre as mazelas do ensino no Brasil. A FGV pôs por terra o mito de que a evasão escolar é motivada pela demanda por trabalho e renda. 
Pouco mais de um quarto (27,1%) dos jovens de 15 a 17 anos afirma ser essa a razão de abandonarem as salas de aula, enquanto 40,3% simplesmente admitem não se sentirem atraídos pelos estudos. Já o instituto de pesquisas ouviu 2.022 pessoas com mais de 16 anos em todo o país para saber quais são, na opinião deles, os principais problemas da educação. 
Não se pode dizer que aqui houve surpresas: a desmotivação dos professores pelos baixos salários (19%); a falta de segurança e a penetração de drogas nas escolas (17%); o número insuficiente de unidades de ensino (15%) e de professores (12%); e a falta de qualificação dos docentes (11%).
Capturado no correioweb.

17 abril 2009

Quanta mudança podemos esperar de Obama?


Artigo de NAOMI KLEIN DO THE NEW YORK TIMES

Há algo de podre na Obamalândia. Não está exatamente claro o que causou a mudança de humor. Talvez seja o cheiro de ranço emanando do último plano de resgate dos bancos do Ministério da Fazenda, ou as notícias de que o conselheiro econômico-chefe do presidente, Larry Summers, ganhou milhões com os mesmos bancos de Wall Street e com os fundos hedge que agora ele está protegendo de uma nova regulamentação. Talvez isso tenha começado antes, com o silêncio de Obama durante o ataque de Israel contra Gaza.


Qualquer que tenha sido a última gota, um número crescente de fãs de Obama está começando a vislumbrar a possibilidade de ele não vai, de fato, salvar o mundo somente porque temos firmes esperanças nisso. Isso é uma coisa boa. Se a cultura de superfanatismo que levou Obama ao poder se transformar em um movimento político independente, suficientemente intenso para produzir programas capazes de lidar com as atuais crises, teremos todos que parar de esperar e começar a exigir.


O primeiro estágio, no entanto, é compreender totalmente o estranho espaço no qual muitos movimentos progressistas dos EUA se encontram. Para fazer isso, precisamos de uma nova linguagem, uma que seja específica do momento de Obama. Este é um começo.


A esperança acabou. Como em uma ressaca, a perda da esperança vem da superindulgência com algo que era bom na época, mas que não era assim tão salutar, o que leva a sentimentos de remorso, e até mesmo de vergonha. É o equivalente político da queda após um pico de energia.


Depoimento: "Quando escutei o discurso econômico de Obama, o meu coração disparou. Mas então, quando tentei contar a um amigo sobre seus planos para as milhões de dispensas de funcionários e de execuções de hipotecas, percebi que não estava dizendo nada com nada. E tive uma séria ressaca como em um porre de esperança".


Uma montanha-russa de esperança. Como uma montanha-russa, esse sentimento descreve os intensos picos e as grandes depressões emocionais da era Obama, a mudança entre a alegria de ter um presidente que apóia a educação sexual e a decepção de saber que a assistência à saúde para segurados individuais está fora da mesa, justamente quando isso poderia realmente se tornar uma realidade. Depoimento: "Fiquei tão encantado quando Obama disse que iria fechar Guantânamo, mas agora eles brigando como loucos para certificarem-se de que os prisioneiros em Bagram não tenham nenhum direito legal. Pare esta montanha-russa de esperanças - quero descer!!".


Saudade da esperança. Como ter saudade de casa, há indivíduos que se sentem intensamente nostálgicos. Eles sentem falta deste sentimento de otimismo da época de campanha e ficam sempre tentando reviver aquele sentimento tão bom de esperança - geralmente por exagerarem na atribuição de significado a atos relativamente secundários ligados à decência de Obama. Depoimentos: "Realmente estava sentindo falta daquele sentimento de esperança depois de saber sobre a escalada da presença no Afeganistão, mas quando assisti a um vídeo no YouTube mostrando o jardim orgânico de Michelle, me senti como se fosse o dia da posse novamente. Algumas horas depois, quando escutei que a administração Obama estava boicotando uma grande conferência sobre racismo na ONU, aquela nostalgia de esperança voltou com força. Então, assisti a alguns slides mostrando Michelle vestindo roupas feitas por designers de moda de várias etnias, e aquilo parece ter me ajudado".


Viciado em esperança. Com o retrocesso da esperança, o viciado na esperança, assim como o viciado em drogas, entra em uma grave síndrome de abstinência, querendo fazer de tudo para ter aquele prazer novamente (muito relacionado à saudade da esperança, mas mais grave, pois geralmente afeta homens de meia idade). Depoimento: "O Joe diz que realmente acredita que Obama deliberadamente trouxe Summers para que ele derrube o pacote econômico e Obama tenha a desculpa perfeita para fazer o que realmente quer: nacionalizar os bancos e transformá-los em sindicatos de crédito. Que viciado em esperança!".


Quebra da esperança. Como o apaixonado de coração partido, o Obamaíta não está louco, mas profundamente triste. Fantasiou que Obama possuía poderes messiânicos e agora está inconsolável em seu desapontamento. Depoimentos: "Realmente acreditei que Obama finalmente nos forçaria a confrontar o legado de escravidão deste país e daria início a um sério diálogo nacional sobre raças. Mas agora ele parece evitar a menção ao tema racial, e está usando argumento legais distorcidos para impedir que nos confrontemos com os crimes da era Bush. Toda vez que escuto ele dizer: 'Vamos seguir adiante', me decepciono novamente".


Rebote da esperança. Como em um efeito chicote, o rebote da esperança é uma reversão de 180 graus de toda a filosofia de Obama. Os sofredores já foram os evangelistas mais fervorosos de Obama. Hoje são seus críticos mais algozes. Depoimento: "Pelo menos com Bush, todos sabiam que ele era um mau-caráter. Atualmente temos as mesmas guerras, as mesmas prisões sem lei, a mesma corrupção em Washington, mas todos estão comemorando como robôs. É hora de rebote total da esperança".


Na tentativa de nomear estes males da esperança, me peguei pensando sobre o que o saudoso Studs Terkel diria dessa perda de esperança coletiva. Ele certamente nos aconselharia a não entrar em desespero. Peguei um de seus últimos livros, Hope dies last (A esperança é a última que morre). Não precisei ler muito. O livro começa com as seguintes palavras: "A esperança nunca ruiu. Ela sempre se elevou". E acho que esta declaração diz tudo. A esperança era um ótimo slogan quando torcíamos pelo candidato à presidência improvável. Mas como uma postura em relação ao presidente da nação mais poderosa da Terra, este é um diferencial perigoso. A tarefa neste momento (como Obama gosta de dizer) não é abandonar a esperança, mas dar a ela um novo endereço - nas fábricas, nos subúrbios e nas escolas, onde táticas como protestos, assentamentos e ocupações ilegais estão ressurgindo.


O cientista político Sam Gindin escreveu recentemente que o movimento trabalhista pode fazer muito mais do que apenas proteger o status quo. Ele pode exigir, por exemplo, que fábricas de automóveis desativadas sejam convertidas em fábricas ecologicamente corretas, capazes de produzir veículos de massa e tecnologia para o sistema de energia renovável.


"Ser realista significa tirar a esperança dos discursos", disse ele, "e colocá-la nas mãos dos trabalhadores". O que nos traz ao final deste léxico.


Raízes da esperança. Depoimento: "É hora de parar de esperar que a esperança chegue de mãos beijadas, e começar a colhê-la das raízes da esperança".


Naomi Klein, colunista do The Nation e The Guardian em Londres, é autora de The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism. Artigo distribuído pelo The New York Times Syndicate.

Texto capturado no site www.terra.com.br