Um Homem Bom05 março 2009
Cinemateca política!
Um Homem Bom04 março 2009
Governo anistia João Goulart

Após 32 anos da morte do ex-presidente João Goulart o governo concedeu a ele status de anistiado político "post mortem". A decisão, assinada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, foi publicada na edição desta quarta-feira doDiário Oficial da União.
De acordo com a portaria, a viúva de Jango, Maria Thereza Fontella Goulart, vai receber uma indenização "mensal, permanente e continuada" de R$ 5.425. O governo também vai pagar valores retroativos - referentes ao período entre setembro de 1999 e novembro de 2008 - que somam R$ 643.947,50.
Jango foi presidente da República entre setembro de 1961 e março de 1964. Após o golpe militar, ele deixou o governo e se refugiou no Rio Grande do Sul. Posteriormente, seguiu para o exílio no Uruguai e na Argentina, onde morreu aos 57 anos, vítima de um infarto.
(Notícia publicada no site Terra)
Seminário Mais Mulheres no Poder: Uma Questão da Democracia

Também estarão presentes na abertura do Seminário, a coordenadora da Bancada Feminina da Câmara Federal, Deputada Sandra Rosado, representantes do PNUD e do UNIFEM no Brasil, entre outras autoridades.
No dia 10 de março o Seminário acontece a partir das 9 horas da manhã, no Salão Oeste do Palácio do Planalto. Em duas mesas, serão debatidos temas como: a sub-representação das mulheres nos espaços de poder e decisão; a democracia, as mulheres e o poder; e a reforma política.
O Seminário contará com a presença de Françoise Gaspard, cientista social francesa, autora de trabalhos sobre o tema da paridade e experiência na vida política como prefeita e deputada, e da ministra Dilma Roussef, Casa Civil.
Observatório Brasil de Igualdade de Gênero - Esta é uma iniciativa da SPM em parceria com instituições governamentais, não-governamentais, universidades, agências internacionais e representantes da sociedade civil. O observatório contará com um site e funcionará por meio de grupos de trabalho que farão o monitoramento e produzirão análises e conteúdos sobre indicadores, políticas públicas, comunicação e mídia e legislação e legislativo. Neste ano, seu foco temático é Mulheres, Poder e Decisão.
Segundo a ministra Nilcéa Freire a iniciativa de lançar um Observatório no Brasil surgiu a partir da criação de um Observatório de Gênero para América Latina e Caribe, no âmbito da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL) como estratégia de disseminação de informações acerca das desigualdades de gênero e dos direitos das mulheres. "A existência desse Observatório é importante para a sociedade e para o governo federal, porque é uma ferramenta que visa à formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas para a realidade das mulheres no Brasil", afirmou a ministra.
Programação:
Seminário Mais Mulheres no Poder: uma questão da democracia: 9 de março de 2009
> 18h - Cerimônia de Abertura
> Lançamento do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero
> Homenagem a mulheres brasileiras que ocupam espaços de poder e decisão
> Local: Auditório Central do Memorial JK
> Eixo Monumental - Lado Oeste - Praça do Cruzeiro - Brasília/DF
10 de março de 2009
> Horário: 09h às 18h
> Local: Salão Oeste do Palácio do Planalto - Praça dos Três Poderes - Brasília/DF
> 9h00 às 13h00
> Mesa 1 - Mulher, Poder e Democracia: uma articulação necessária.
> Coordenação: Nilcéa Freire - Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
> Integrantes:
> Dilma Rousseff - Ministra Chefe da Casa Civil (a confirmar)
> Françoise Gaspard - Professora da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (França), integrante do Centro de Análise Sociológica e de Intervenção (EHESS/ CNRS) e do Comitê CEDAW/ONU
> Luiza Erundina – Deputada Federal, integrante da Bancada Feminina no Congresso Nacional
> Kim Bolduc - Coordenadora-Residente das Nações Unidas no Brasil e Representante-Residente do PNUD Brasil
> 13h às 14h30 - Intervalo para o almoço
> 14h30 às 17h
> Mesa 2 - Mulheres, espaços de decisão e eleições 2008.
> Coordenação: Raquel Guisoni – representante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher
> Fátima Jordão - Um olhar sobre a pesquisa mulheres e espaços de decisão
> Especialista em pesquisa de opinião e comunicação política, integrante do Colegiado Diretor do Instituto Patrícia Galvão.
> Luiza Bairros - Um olhar sobre as mulheres negras
> Socióloga, Secretária Estadual de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia.
> José Antônio Moroni - Um olhar sobre a reforma política
> Filósofo, integrante do Colegiado de Gestão do Instituto de Estudos Socioeconômicos.
> 17h às 17h30 – Mesa de Encerramento
> Nilcéa Freire – Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
> Clara Charf – representante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher
> 17h30 - Café
03 março 2009
Precisamos dar todo nosso apoio...

Parlamentares lançam hoje nova frente de combate à corrupção
Agência Câmara
BRASÍLIA - Deputados e senadores de vários partidos lançam hoje uma nova frente parlamentar contra a corrupção. A iniciativa surgiu depois de entrevista do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), publicada na revista Veja de 18 de fevereiro, na qual o parlamentar acusa colegas de partido de compactuar com atos de corrupção e clientelismo.
Um dos coordenadores do grupo, o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), afirma que a frente vai defender medidas para dar transparência às ações do Poder Executivo, especialmente na execução orçamentária.
O lançamento da frente vai ocorrer às 19h, durante reunião no apartamento de Arnaldo Jardim, em Brasília. Segundo o deputado, será uma reunião de planejamento das atividades que serão organizadas ao longo do ano.
Entre 15 e 20 parlamentares participarão da reunião, entre eles os deputados Gustavo Fruet (PSDB-PR), Fernando Gabeira (PV-RJ), Rita Camata (PMDB-ES), Raul Henry (PMDB-PE) e José Aníbal (PSDB-SP).
Segundo Arnaldo Jardim, a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos criou uma situação favorável para debater o combate à corrupção. Jardim lembrou que os deputados que formarão a frente começaram a se organizar há dois anos, na época da candidatura de Gustavo Fruet à Presidência da Câmara, que teve no combate à corrupção uma de suas principais plataformas.
O líder do PSDB, deputado José Aníbal, afirmou que a ideia tem respaldo significativo no Parlamento. - O combate à corrupção é um desafio não só para o Brasil, mas para toda a sociedade democrática. Basta lembrar que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse recentemente que foi eleito para atender expectativas do povo e não dos lobbies - comparou Aníbal.
Arnaldo Jardim disse que a nova frente vai somar forças com o trabalho que já vem sendo desenvolvido no Congresso e por entidades da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Outra frente parlamentar de combate à corrupção já existe na Câmara desde 2004 e reúne cerca de 130 parlamentares, entre deputados e senadores. Um dos seus coordenadores, o deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), afirmou que apoia a criação da nova frente por entender a importância de iniciativas para o "enfrentamento desse malefício que contamina as instituições públicas".
Em dezembro do ano passado, a frente parlamentar promoveu um debate em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Corrupção (9 de dezembro), data que marca a assinatura, em 2003, da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção. O documento foi assinado por mais de 100 países, na cidade mexicana de Mérida, e está em vigor no Brasil desde 31 de janeiro de 2006.
Na época, o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), também coordenador dessa frente parlamentar, ressaltou que a convenção estimula o controle social na fiscalização das contas governamentais e prevê cooperação entre países para recuperar somas de dinheiro desviadas. Santiago foi relator da convenção no período em que o texto tramitou na Câmara.
09:42 - 03/03/2009
Entrevista do prof. David Fleischer (aprender nunca é demais)

Partidos salivam por fundos de pensão''
David Fleischer: cientista político; Pesquisador da UnB diz que políticos buscam proveito próprio ao direcionar recursos de trabalhadores de estatais
Daniel Bramatti (Estadão)
O professor, que é norte-americano, mas leciona na UnB desde 1972, afirma que os partidos querem controlar os recursos dos fundos para fazer investimentos "muy amigos", que tragam benefícios a eles próprios, em detrimento dos trabalhadores e pensionistas.
As afirmações foram feitas em referência à tentativa do PMDB de assumir o comando do Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários das estatais Furnas e Eletronuclear. A articulação, capitaneada pelo peemedebista Edison Lobão, ministro das Minas e Energia, foi barrada pelo conselho do Real Grandeza e pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A seguir, trechos de entrevista concedida anteontem, por telefone:
Como o senhor vê essa tentativa, não só de PMDB, mas de partidos em geral, de controlar os fundos de pensão? É mais uma evidência da tradição patrimonialista da política brasileira?
Sim, exatamente. Controlando o fundo de pensão, o partido direciona os investimentos da instituição. Pode direcionar recursos para um investimento muy amigo, ou que tenha vínculo com o partido. Nós já vimos isso na investigação do escândalo do mensalão. Isso já deu muitos prejuízos a fundos de pensão e aos trabalhadores ligados a eles. Houve direcionamento de investimentos para áreas muito arriscadas e o fundo, então, perdeu dinheiro. É muito melhor que os fundos de pensão fiquem longe dos partidos, que tenham uma administração profissionalizada. E é importante observar que os sindicalistas e pensionistas de Furnas estavam radicalmente contrários à tentativa de entregar o controle do fundo Real Grandeza aos peemedebistas.
Como o senhor avalia a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesse caso?
O presidente deu um recado ao ministro Lobão para desistir disso. Mas desistir por enquanto. O maior azar do PMDB foi a facada que o senador Jarbas Vasconcelos deu (ao chamar, em uma entrevista, seu próprio partido de corrupto). O PMDB ficou com uma imagem muito ruim, de partido aproveitador, que pega esses cargos com fins não muito claros, para proveito próprio. A fala do Jarbas Vasconcelos ajudou muito os sindicatos e pensionistas do Real Grandeza a afastar o PMDB do pedaço.
Apesar da resistência dos funcionários, os peemedebistas consideram que têm direito de comandar o Real Grandeza pelo fato de ter indicado a direção da estatal Furnas. Esse episódio ilustra a confusão que se faz no Brasil entre o que é público e privado?
Sim. Por exemplo, no governo Fernando Henrique Cardoso o fundo de pensão do Banco do Brasil, o Previ, foi utilizado para manipular a privatização da Telebrás. Isso até causou a demissão de um ministro. Então, não é de hoje que os partidos salivam pelos fundos de pensão. Isso ocorria no governo Fernando Henrique e em governos anteriores também.
Essa reação dos funcionários de Furnas contra o PMDB é um sinal de amadurecimento em relação ao risco que a politização dos fundos representa?
Sem dúvida. Os funcionários estavam muito cientes de como o Real Grandeza perdeu valor e patrimônio em administrações anteriores, mais vinculadas a partidos. Então eles se mobilizaram para defender o seu próprio patrimônio.
02 março 2009
Prioridade nos investimentos acirra disputa por comissão do Senado

O acompanhamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a definição das regras que vão balizar o trabalho de todas as agências reguladoras, a exceção da Agência Nacional de Águas (ANA), são exemplos da importância que a Comissão passa a ter nos próximos dois anos.
Entre os marcos regulatórios, deve entrar na pauta a revisão do sistema que define a legislação para o setor de petróleo pela descoberta e exploração dos megapoços na camada pré-sal.
"O presidente Lula transformou o PAC num programa de salvação da crise. Ele acredita que pelo investimento público vai impulsionar o crescimento econômico", disse o cientista político.
A seu ver, essa importância estratégica nos próximos anos vem do fato da comissão ser o principal palco de debates da legislação que vai regular setores da economia como telecomunicações, energia, transportes e, principalmente, a revisão para o setor do petróleo.
Ele acrescentou que, por causa disso, a Comissão tem que estar conectada às principais decisões do Executivo. O risco, na sua avaliação, é que toda essa força política debande para a barganha partidária com o governo por mais cargos em estatais estratégicas.
Leonardo Barreto destaca, ainda, a possibilidade dos senadores transformarem os debates do colegiado em palanque político para eleição de 2010, quando dois terços dos Senado será renovado.
"Tudo isso tem um apelo forte por dinheiro,cargos e votos", afirma Leonardo Barreto. E acrescenta que o presidente da comissão, que tem a prerrogativa legal de definir que matérias terão prioridade para a apreciação, poderá "atrapalhar ou formar uma parceria" com o governo.
O senador Delcídio Amaral (PT-MS), que ocupou a vice-presidência da Comissão de Infra-Estrutura, em 2007 e 2008, também acredita que a decisão do governo de investir maciçamente em infra-estrutura dará um novo poder à Comissão. Lembrou que são nas comissões que os principais debates acontecem e os acordos partidários amarrados para a aprovação das matérias em Plenário.
"As decisões tomadas pela Comissão de Infra-Estrutura refletem diretamente nos investimentos realizados pela iniciativa privada", pondera o parlamentar. Delcídio Amaral ressaltou que as matérias submetidas à Comissão estarão mais suscetíveis aos lobbies empresariais.
"Se eu fosse empresário operaria diretamente na Comissão de Infra-Estrutura", afirmou o parlamentar. Ele destacou que as matérias ali aprovadas balizam a implementação de projetos empresariais em vários setores como de geração de energia, da construção de estradas e ferrovias e de exploração de petróleo, entre outros.
Já o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), não analisa a questão sob esta ótica. Ele considera natural um eventual embate entre o PTB e o PT pelo controle da Comissão de Infra-Estrutura. Entretanto, ressalva que "se isso acontecer não será pela importância da Comissão mas pela disputa partidária".
Na terça-feira (3), as presidências das comissões deverão ser definidas com ou sem acordo. Em último caso, vai para o voto. O PMDB já garantiu apoio à candidatura de Fernando Collor de Mello (PTB-AL) que também contabiliza os votos do Democratas (DEM).
O PT pleiteia a presidência, caso prevaleça o tamanho da bancada como critério de ordem de escolha. Assim, a presidência iria para a senadora Ideli Salvatti (SC).
Pensar nacionalmente! Agir localmente!

(Artigo publicado no JB de ontem)
A última reunião de prefeitos ocorrida em Brasília acordou a oposição para sucessão presidencial. Afinal, Lula/Dilma tiveram oportunidade de reunir e mimar quatro mil administradores municipais, todos cabos eleitorais em potencial! Atentos, PSDB e DEM tomaram duas providências. Inicialmente, acionaram o TSE para o que eles caracterizaram como ato eleitoral fora de época. Em seguida, pegaram os telefones e iniciaram a busca de líderes regionais capazes de mobilizar apoios para 2010.
A política brasileira é formada por uma imensa rede que interliga todos os cantos do nosso território. Lideranças rurais, comunitárias, municipais, regionais e nacionais encontram-se conectadas por meio de interesses eleitorais e se movimentam em torno de trocas de apoio político por políticas públicas.
Esse sistema é antigo, embora tenha experimentado alguma evolução. Suas raízes encontram-se na república velha e remonta à figura do coronel, chefe político local que controlava “pelo cabresto” os votos da sua região. Sua atuação era fundamental para a eleição de deputados estaduais, federais, senadores e governadores. Vencia quem conseguia realizar a melhor “costura”. Em troca, o coronel recebia autonomia para utilizar os recursos de seu município da forma que achava melhor, normalmente privilegiando aliados e perseguindo adversários.
A urbanização, a universalização dos meios de comunicação, o avanço da educação e o aperfeiçoamento da administração pública acabaram com o reinado dos coronéis. Entretanto, a ligação entre a política local e nacional continuou a ser feita na base da barganha: o município administrado pelo prefeito de oposição era boicotado pelo governador e dificilmente recebia investimentos de recursos estaduais e federais direcionados a ele.
Para corrigir parte deste jogo de chantagem, as transferências de fundos do governo federal para os municípios passaram a ser feitas diretamente e de forma automática, sem passar pelas mãos do governador e pelas pressões partidárias. Alguma coisa melhorou. Entretanto, o poder central e regional continuam exercendo forte influência no nível local.
Outro ator importante desse jogo é o deputado federal, que funciona como uma espécie de “embaixador” do prefeito em Brasília. Sua tarefa é aprovar emendas ao orçamento prevendo obras para os municípios (ginásios esportivos, escolas, etc...) e pressionar o governo para executar a obra prevista na lei orçamentária. Em desse trabalho, o deputado tem a garantia de que poderá participar da cerimônia de inauguração e contar com o palanque do prefeito na próxima eleição.
A questão de aderir ou não ao governo não é puramente ideológica. Trata-se de garantir a sobrevivência política e econômica do município, de ter acesso aos recursos necessários para que as políticas públicas locais não dependam de governadores e ministros. A única solução para isso seria a realização de uma reforma tributária que transferisse parte dos impostos arrecadados pelos estados e pela União para o âmbito dos municípios.
Enquanto a reforma não acontece, é vantajoso estar do lado do governo, seja ele estadual ou nacional. Atualmente, 72% dos municípios brasileiro são governados por partidos que compõem a base de apoio de Lula no Congresso Nacional. Em 2000, durante a gestão FHC, esse índice era de 77%. Desde que se tornou governador da Bahia, Jacques Wagner conseguiu aumentar em 252% o número de municípios dominados pelo PT. O ministro Geddel Vieira Lima, que controla os polpudos recursos do ministério da Integração Regional, ajudou o PMDB a crescer 475% em número de prefeitos baianos eleitos.
Dessa forma, a tarefa da oposição não é nada fácil. Nas últimas eleições, PSDB, DEM e PPS perderam muitas prefeituras e palanques valiosos. Para os dois últimos, as perdas foram de 37% e 67%, respectivamente.
A competição entre governo e oposição é desigual e amplamente favorável ao presidente Lula e à ministra Dilma. A adesão do PMDB ao lado oposicionista poderia equilibrar a disputa. Mas isso não acontecerá, pelo menos no curto prazo. O partido não conseguiria viver longe dos recursos federais e correria forte risco de sofrer uma desidratação. Portanto, no que se refere às alianças locais regionais, o governo está anos-luz à frente dos seus adversários.
01 março 2009
Deu no DFTV - Fidelidade Partidária

(Click no link para ver o vídeo da reportagem!!)
É assim mesmo. Na Câmara Legislativa, dos 24 deputados, metade já esteve em mais de uma sigla. O campeão é o deputado Benício Tavares, atualmente no PMDB. Antes, ele passou pelo PTB, PDT e Partido Progressista, o PP.
O deputado Wilson Lima vem em segundo lugar. Já foi filiado ao PSD que se uniu ao PTB. Também esteve no PMDB e em seguida foi para o Prona, hoje Partido da República. “A conjuntura de governo muitas vezes faz com que a gente troque de partido. Eu discordo da posição dos ministros, uma vez que os eleitores não votam no partido, mas sim no candidato”, destaca o deputado Wilson Lima.
Por outro lado, há parlamentares que nunca trocaram de partido. É o caso de Aylton Gomes (PMN), Berinaldo Pontes (PP), Cabo Patrício (PT), Cláudio Abrantes (PPS), Cristiano Araújo (PTB), Érika Kokay (PT), Geraldo Naves (DEM), Jaqueline Roriz (PSDB), Paulo Tadeu (PT), Raad Massouh (DEM), Reguffe (PDT) e Rogério Ulysses (PSB).
Na Câmara Federal, dos oito representantes do DF apenas dois passaram por mais de uma legenda. Jofran Frejat, que já foi filiado ao antigo PFL, ao PP e ao PTB, agora está no Partido da República, e Tadeu Filippelli, que foi do PP e do PMDB. No Senado, dos três senadores, dois mudaram de partido: Cristovam Buarque e Gim Argello.
Para disciplinar esse troca-troca, em 2007, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que o político com mandato não poderá trocar de partido. Com exceção de fusão de legendas, mudança no programa partidário ou perseguição.
No Congresso, tramitam propostas que estipulam prazo para a troca. “A própria população tem um voto muito personalista. E ela faz questão de dizer que prefere votar em pessoas que em legendas. Então, se a filiação em partidos não faz diferença para os eleitores, muito provavelmente não irá fazer diferença para os políticos”, afirma o cientista político Leonardo Barreto.
Leonardo Ribbeiro / Robson Bié
28 fevereiro 2009
A arte é longa! A política é breve!

(Crônica mensal do jornal Metrópole/SA - click no título para ler o texto diretamente no site)
Fevereiro é um mês de pouco movimento em Brasília. Os políticos saem para aproveitar o recesso de carnaval em seus estados e as festas realizadas na capital não chegam a empolgar. A calmaria oferece aos analistas políticos a oportunidade de fazer outras coisas, como ir ao cinema, por exemplo. Foi o que eu fiz.
Há ótimos filmes em cartaz. E quase todos com temática política. O primeiro que eu assisti foi “O Leitor”. Trata-se de um romance entre um jovem estudante e uma ex-agente da Gestapo (polícia do regime nazista). Me chamou atenção a capacidade que a protagonista tem de deixar todas as barbáries cometidas durante a guerra para trás e seguir com uma vida normal. Ao final, a lição que ficou foi: pessoas comuns são capazes de atos monstruosos. E monstros conseguem ter existências banais.
O segundo filme da minha lista foi “A Dúvida”. A questão que serve de pano de fundo para o enredo é se um padre abusou sexualmente ou não de um de seus coroinhas. Entretanto, o drama do garoto serve para mostrar que todos atuamos sempre em situações de forte incerteza. Acusado, acusadora e vítima agem conectados pelo sentimento de que as pessoas só agem a partir de palpites, sem indícios concretos e sujeitos a todo tipo de fatalismo.
Nenhum ensinamento pode ser mais valioso para um observador político. Em nosso ofício, a primeira coisa que aprendemos é que a política possui um tempo próprio, que não pode ser domado por ninguém. Por exemplo, em um trecho do livro “O Complô que elegeu Tancredo”, dos jornalistas José Negreiros, Ricardo Noblat e outros, o então governador mineiro ensinava a um assessor a valiosa lição: “Você sabe, não se pode atropelar a ordem natural das coisas. Sabe porque eu perdi aquela eleição em 60? Porque, simplesmente, não era minha vez”. Mais para frente, Tancredo experimentaria novamente a força do acaso. Eleito presidente, adoeceu e faleceu sem poder tomar posse.
O último filme deste arremedo de crítica chama-se Milk. De longe, foi o que mais me impressionou. Narra-se a história verídica de Harvey Milk, um ativista gay que construiu uma meteórica carreira política em torno da defesa de direitos civis para as minorias.
Existe uma forte mensagem contra o preconceito sexual. Acuado por uma onda de leis anti-gays, Milk comandou uma reação conclamando os homossexuais a assumirem suas preferências perante a sociedade. Entretanto, outro aspecto merece destaque. É incrível observar o dinamismo político da democracia americana. O filme ressalta do poder do “um”. A tradição associativa do povo americano permite que um cidadão possa reunir apoiadores, criar espaços de debate público e disputar mandatos, levando intensa mensagem de otimismo.
Para quem vive da política, como eu vivo, isso acaba se tornando muito importante. Por alguns instantes, o realismo cinza da política do dia-a-dia é substituído pelo arco íris dos idealistas. Pena que, assim como o carnaval, eles apenas duram muito pouco tempo.
27 fevereiro 2009
Marchinha que animou o pacotão de Brasília...

26 fevereiro 2009
Seminário sobre a crise com o dep. Ciro Gomes

No próximo dia 04 de março acontecerá seminário sobre a crise internacional com o dep. Ciro Gomes. Vale a pena, considerando que o deputado muito provavelmente será um dos protagonistas da corrida presidencial em 2010.
25 fevereiro 2009
Dicas para escrever bem (por grandes escritores)
Escrever bem é fundamental. Achei esse texto no blog www.produzindo.net. Acho que pode ser útil aos leitores.
George Orwell
Esse é o autor de grandes obras tal como “1984” (livro que inspirou o conceito “Big Brother”) e “A revolução dos bichos”. No ano de 1946, Orwell escreveu um texto dando sugestões para melhorar o uso da língua nas publicações da época. Mesmo sendo “velhas”, as dicas são perfeitamente aplicáveis nos textos produzidos até hoje.
Se você escreve com freqüência para algum lugar, vale a pena ler as dicas abaixo.
- Nunca use chavões, metáforas ou outras figuras de linguagem que você esteja acostumado a ver na imprensa.
- Nunca use uma palavra longa onde uma curta é suficiente.
- Se for possível cortar uma palavra, sempre a corte.
- Nunca use a voz passiva se puder usar a ativa.
- Nunca use uma frase estrangeira, um termo científico ou um jargão se você consegue pensar em um equivalente comum.
- Quebre qualquer destas regras antes de escrever alguma barbaridade.
Ernest Hemingway
Ganhador do prêmio Pulitzer de 1953 com a obra “The Old Man and the Sea” e posteriormente ganhador do prêmio Nobel de literatura em 1954, Ernest Hemingway é uma das grandes figuras literárias da história.
Essa importante figura nos deixou importantes dicas para escrevermos melhor. Veja abaixo:
- Use frases curtas Hemingway era famoso pelo seu estilo minimalista que dispensava floreios e ia direto ao ponto. Um grande exemplo disso pode ser visto quando ele foi desafiado a contar uma história com apenas seis palavras. O resultado foi: “For sale: baby shoes, never used” (traduzindo… Para venda: sapato de bebês, nunca usados). Isso é genialidade…
- Inicie com um parágrafo curto Veja a abertura deste artigo.
- Escreva com vigor Seja vigoroso quando transmitir as suas idéias. Nenhum leitor continua lendo ou lembra um texto que não o convenceu das suas idéias.
- Escreva positivamente Hemingway não era uma pessoa muito positiva. Então o que significa ser positivo? Bem, você conhece a história do copo cheio e do copo vazio? Se sim, a idéia é parecida: passe a descrever o que as coisas são, e não o que elas não são.
- Saiba separar o joio do trigo Hemingway disse: “Eu escrevo uma obra de arte para cada 90 textos horríveis”. Saiba reconhecer o que é bom e o que é ruim, descartando o que não for do agrado (ou refazendo).
Stephen King
Conhecido pelos vários best-sellers de horror, autor de mais de 200 obras e ganhador do prêmio National Foundation dos EUA, Stephen King é amplamente conhecido no meio literário.
Baseando-se na auto-biografia desse famoso autor, o blog Positivity publicou um artigo com 7 dicas para escrever melhor.
- Vá direto ao ponto Não desperdice o tempo do seu leitor com longas introduções ou adendos, ao invés disso vá direto ao ponto.
- Escreva um rascunho e o deixe descansando King recomenda que você escreva um rascunho e o deixe descansando por um tempo. A quantidade de tempo varia para cada pessoa, mas a idéia aqui é desvincular a sua cabeça do que foi escrito e esquecer o texto um tempo para que depois, quando você for ler denovo, você tenha uma visão parecida com a que o leitor terá quando ler o texto pela primeira vez. Assim você aumenta as chances de descobrir uma maior quantidade de falhas e corrigi-las.
- Corte o seu texto Tente remover palavras e sentenças desnecessárias no seu texto. Essa idéia vem de uma rejeição que King teve no início da carreira por ter um texto muito longo com muita “gordura”. Mas tome cuidado também para não remover coisas demais e causar o efeito inverso.
- Não se preocupe muito com o que os outros podem pensar Cada pessoa que ler o seu texto vai ter uma opinião diferente sobre o que você escreveu. Uns vão gostar, outros odiar, outros até confundir a ficção com a realidade. Saiba absorver as críticas construtivas e ignorar os comentários que não te ajudam em nada.
- Leia muito Quanto mais você lê, mais informações você absorve tanto relativas ao mundo à sua volta quanto à maneiras de se escrever. Se você escreve, ler regularmente irá fazer você absorver aspectos de vários autores que farão a sua identidade como autor. Ler também expande os seus horizontes e aumenta o seu conhecimento sobre o mundo. LEIA MUITO!
- Escreva muito Para escrever bem, você obviamente tem que escrever bastante. A prática leva sempre à textos melhores.
O que Barack Obama e Jânio Quadros têm em comum?


Saiu na revista Veja (04 de fevereiro): para imprimir mais dinamismo à sua administração, o presidente Obama abusa dos torpedos para enviar ordens aos seus assessores:
“Sr. secretário:
1 - Demitir.
2 - O homem não é do trabalho, mas de paz mesmo.”
(Jânio Quadros)
2. Ao diretor da E.F. Mogiana, que lhe comunicara ser impossível administrar a ferrovia com a verba alocada:
“O sr. está aí não apenas para administrar, mas também para fazer milagres. Reveja as tarifas e corte as despesas, quaisquer que sejam.”
(Jânio Quadros)
22 fevereiro 2009
Filme do dia!

Hoje eu assisti ao filme chamado "Milk". Uma história excelente sobre o ativista gay Harvey Milk, que construiu uma carreira política em torno da defesa dos direitos civis para as minorias.
20 fevereiro 2009
World Political Science Review - Online articles
The Berkeley Electronic Press is pleased to announce the following new articles recently published in World Political Science Review. To view any of the new articles, simply click on the links below:
Freedom of Expression and Shock Radio: Quebec CHOI-FM as a Case Study
Nominated by Canadian Political Science Association
Anne-Marie Gingras
Towards Attractive and Cost-Efficient State Space: Political Geography of the Production of State Transformation in Finland
Nominated by Finnish Political Science Association
Sami Moisio
Performance Management or Score Management?: New Challenges for Democratic Accountability
Nominated by Journal of Governance Studies
Dongsung Kong
A Rational Calculus of Voting Considering Coalition Signals: The 2005 German Bundestag Election as an Example
Nominated by Politische Vierteljahresschrift (journal of the German Political Science Association DVPW)
Eric Linhart
The Justification of Political Obligation
Nominated by Hungarian Political Science Association
Zoltan Balazs
Sources of Euroscepticism: Utilitarian Interest, Social Distrust, National Identity and Institutional Distrust
Nominated by Res Publica
Koen Abts, Dirk Heerwegh, and Marc Swyngedouw
Décimo Congresso Internacional da Brazilian Studies Association (BRASA)
Décimo Congresso Internacional da Brazilian Studies Association (BRASA)
http://www.brasa.org
22 a 24 de julho de 2010
Brasília, Brasil
O Décimo Congresso Internacional da Brazilian Studies Association (BRASA) será realizado do 22 a 24 de julho de 2010 como parte do cinquentenário do capital federal do Brasil.
O programa do Congresso incluirá mesas de trabalho, conferencistas convidados, workshops, plenárias e atividades culturais. Nosso parceiro em Brasília será o Centro de Pesquisa e Pos-graduação sobre as Americas (CEPPAC).
O Comitê Executivo da BRASA adotou as seguintes normas para a apresentação de trabalhos e organização de mesas:
1. Todas as propostas de mesas e de trabalhos deverão ser submetidas diretamente ao Comitê Acadêmico pelo site da BRASA (começando 15 de maio de 2009). O Comitê Acadêmico não considerará, de modo algum, propostas que não sejam submetidas e recebidas através do site oficial do Congresso. <http://www.brasa.org/>
2. Todos os expositores de mesas deverão ser sócios da BRASA. As fichas de inscrição podem ser encontradas no site da BRASA.
Cada participante poderá apresentar somente um trabalho no Congresso e também poderá dirigir uma sessão ou servir como debatedor.
3. A BRASA sugere que as mesas tenham quatro trabalhos, mas não mais do que cinco, e que sejam lideradas por um professor ou pesquisador que não esteja apresentando um trabalho. Cada sessão deverá deixar pelo menos 30 minutos para discussão geral ou para a análise de um debatedor logo após as apresentações.
4. O Congresso terá dez sessões com 15 mesas cada sessão, durante o período de tres dias, com um total de 150 mesas.
5. Em caso de dúvidas, os interessados na organização de mesas devem entrar em contato com o secretariado da BRASA ou o Diretor do Comitê Acadêmico. Sugestões para outros possíveis eventos deverão ser encaminhadas ao Diretor Executivo da BRASA: Marshall C. Eakin <marshall.c.eakin@vanderbilt.edu>
6. O Comitê Acadêmico dará preferência às propostas daqueles que submeterem mesas completas compostas de professores e pesquisadores de diferentes universidades e que tiverem um enfoque interdisciplinar.
7. Os prazos para a submissão e aceitação de propostas de mesas são os seguintes: O prazo para a submissão da mesa completa ou de propostas individuais para o programa através do site da BRASA será 15 de agosto de 2009. O Comitê Acadêmico fará as decisões finais até o dia 15 de dezembro de 2009.
Para maiores informações, favor entrar em contato com o escritório da BRASA pelo email <brasa@vanderbilt.edu> ou através do próprio site da BRASA: <http://www.brasa.org>
Diretor do Comitê Acadêmico:
Mark Lokensgard, Department of Languages, St. Mary's University <mlokensgard@stmarytx.edu>
19 fevereiro 2009
A resposta de Collor!! Campanha de 1989!!
18 fevereiro 2009
Propaganda política!!! Lula 1989!
17 fevereiro 2009
Reforma política visa o “enxugamento” do sistema partidário

As propostas de reforma política enviadas pelo governo ao Congresso Nacional norteiam-se pela idéia de que o sistema político brasileiro sofre com um excesso de representatividade, provocado pelo grande número de partidos e de políticos sem compromisso orgânico com suas legendas, que negociam individualmente seu apoio às proposições. A tese sustentada pelo governo é a de que a pluralidade de atores compromete a governabilidade, dado que as negociações se tornam mais complexas.
A maior parte das medidas sugeridas objetivam oferecer mecanismos para que os partidos controlem suas bancadas (fidelidade partidária e voto em lista fechada) e promover a diminuição de legendas com direito a representação nas casas legislativas. A proibição de coligações e o restabelecimento da cláusula de barreiras tornaria quase impossível para os pequenos partidos atingirem os quocientes eleitorais exigidos pelas propostas do governo.
É possível supor que 67% dos partidos seriam excluídos do jogo político na primeira eleição, caso as novas regras sejam aprovadas.
É de se esperar que os partidos pequenos e médios possam formar uma “frente ampla” contra a reforma. A tarefa fica mais difícil porque parte expressiva das propostas foram apresentadas como projetos de lei ordinária, podendo ser aprovadas com maioria simples. Portanto, os “nanicos” não possuem poder de veto e dependerão da solidariedade das legendas maiores.





